
Aqui ficam algumas das flores que vimos, identificámos, chamámos nomes (!), desenhámos e levámos para casa depois do workshop. É que depois de tantas horas a fazerem-nos companhia, não as podíamos ali deixar ficar...













A terminar desenhos que tinham ficado a meio... este é um deles. Parece que finalmente ganharam vida e aguardam novos voos.
Estrelícia (Strelitzia reginae), também conhecida com a "ave do paraíso". É originária da África do Sul, e pode atingir um metro e meio de altura. O exemplar que colhi no fim de uma conferência - e que não podia deixar ali abandonado! - quase batia o record. Mas neste momento, o paraíso situa-se noutro continente.
Desta vez, os trepeiros reuniram-se para "escalar" uma das mais difíceis e temidas encostas lusitanas, a subida até à Torre a partir de Alvoco da Serra, com um desnível de 1.100 metros. Apesar de os noticiários preverem 20 e tal graus e temperaturas amenas, a soberania da montanha fez-se sentir pela fustigação de ventos glaciares, que deram origem à criação dos novos modelos meias-luvas e meias-gorro (não sei como a Decatlon ainda não se lembrou disto), e impossibilitaram qualquer tentativa de desenho! A bravura e tenacidade com que enfrentámos as intempéries do dia e as oito horas de caminhada permitiu-nos ainda a atribuição (pelos veteranos) do título de "Estrupícios da Montanha".

Bonito, charmoso, fotogénico, que dê um bom logotipo e fique bem numa T-shirt!

Este fds deu-se mais um reencontro dos trepeiros da Sanábria pelos lados da Riba Fóssil. O tempo maravilhoso que não permite más disposições nem tristezas fez-nos passar por seres estranhos e bizarros, enquanto caminhávamos (destilávamos) na praia vestidos de Coronel Tapioca, quando tudo o que apetecia era dar um mergulho no mar. O já famoso passo estugado do nosso guia não permitiu paragens, nem contemplações demoradas, nem desenhos, e à hora combinada e depois dos 14 km da praxe, estávamos de regresso a Lisboa. Este passeio pedia boicote!



